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A poesia abaixo eu fiz em homenagem ao meu amigo
Eduardo Monteiro Gonçalves de Oliveira,
que partiu deixando saudades.
Quem o conheceu jamais conseguirá separá-lo
de sua namorada, esposa e companheira, Maria Geni.
O amor não morre e a distância inexiste.
Um dia estaremos novamente juntos.
Deus o ampare, Eduardo!
 
 
§§§

 
 
IMPOSSÍVEL ESQUECER
 
 
 
Maria Nilceia
 
 
 
 
Venho de um tempo em que o amor
alimentava mútua confiança.
Tempo em que os casais eram felizes
conversando e passeando nos jardins.
Tempo em que nos bailes
dançava-se com rostos colados,
trocando juras de amor.
Tempo lindo jamais esquecido.
Adormecido hoje o romantismo,
cultivada a desavença e a rebeldia,
o individualismo destruindo sorrisos,
sustentando dissabores e dores,
eu pergunto: por que chorar?!
Assumir a falta de amor ou repensar?
Tantos jovens insaciáveis
não sabem que na inocência
vive-se a felicidade plena
em que não é preciso cobrar
nem desconfiar, nem bater.
Tente ser assim,
você que chora pelo amor findo.
Elimine erros comuns nos namoros atuais.
Namore "à antiga"
e sentirá a verdadeira delícia de um grande amor.
Nada supera a frase que tantos desejam ouvir
e que raramente hoje se ouve:
Eu te amo!
 
§ § §
 
05/01/2005