O
AMOR E O VENTO
Iranimel

Ontem
o vento soprou,
Em
resposta ao meu lamento!
Mandou-me
a brisa para dizer
Que
amar não é tormento.
Relutei
por um momento,
Sem
saber se acreditava. . .
Seria
verdade o que me disse o vento?
Ou
apenas me consolava?
Que
sabe o vento sobre o amor?
O
mundo é teia que nos envolve!
Um
jardim de vida agitada,
Onde
as próprias flores padecem,
Quando
murchas ou desprezadas.
Nas
frescas auroras enquanto em lanugem,
Um
eterno fascínio as faz desejadas,
No
entanto o próprio vento, sem piedade,
As
destroem nos dias de tempestades!
Assim
também é a paixão.
Resplandece
quando surge,
Qual
jardim de viço e perfume,
Tecendo
versos em pleno sol da manhã!
Até
que chega a noite langorosa,
E
a flor da paixão, antes, musa entre as rosas,
Desmaia
e inerte cai ao chão.